sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quanta mudança
Alcança o nosso ser
Posso ser assim,
Daqui a pouco não.
Quanta mudança
Alcança o nosso ser
Posso ser assim,
Daqui a pouco...
Se agregar não é segregar;
Se agora for, foi-se a hora.
Dispensar não é não-pensar;
Se saciou, foi-se embora.
Quanta mudança
Alcança o nosso ser
Posso ser assim,
Daqui a pouco não.
Quanta mudança
Alcança o nosso ser
Posso ser assim,
Daqui a pouco...
Se lembrar não é celebrar;
Dura é a dor quando aflora.
Esquecer não é perdoar;
Se consagrou, sangra agora.
Quanta mudança
Alcança o nosso ser
Posso ser assim,
Daqui a pouco não.
Quanta mudança
Alcança o nosso ser
Posso ser assim...


Tempo de dar colo,
Tempo de decolar.


O que há é o que é;
E o que será
Nascerá, nascerá.


Tempo de dar colo,
Tempo de decolar.


O que há é o que é;
E o que será
Nascerá... Será?


Reciclar a palavra,
O telhado e o porão;
Reinventar tantas outras
Notas musicais.
Escreever um pretexto,
Um prefácio e um refrão
Ser essência muito mais.
Ser essência muito mais
A porta aberta, o porto,
A casa, o caos, o cais.
Se lembrar de celebrar muito mais.
Muito mais...
A ciência, a essência,
A poesia prevalece...
Tá certo que o nosso mal
Jeito foi vital
Pra dispensar o nosso tom;
O nosso som pausou.
E por tanta exposição
A disposição cansou.
Secou da fonte da paciência
E nossa excelência ficou lá fora.
Solução é a solidão de nós.
Deixe eu me livrar das minhas marcas;
Deixe eu me lembrar de criar asas.
Deixa que esse verão eu faço só.
Deixa que esse verão eu faço só.
Deixa que nesse verão eu faço sol.
Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu melhor.
A conta da saudade
Quem é que paga?
Já que estamos brigados de nada;
Já que estamos fincados em dor.
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa pra passar. 

Fernando Anitelli

sábado, 24 de outubro de 2009

Moça, obrigada por me lembrar de Deus!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Minha humanidade ainda acaba comigo. Que mundo é este? Que pessoas são estas a nos rodear? O que é isso? Eu não sei se me revolto ou me envergonho por ser gente. Eu não sei se saio gritando ou emudeço para sempre. Onde estamos e será que conseguiremos chegar a algum lugar menos dolorido? Que sentimentos são estes? Que valores imbecis! O que leva uma criança a calar outra criança com facadas? Quem? Quem lhes ensinou isto? Crianças, frutos de uma sociedade hipócrita que não admite não saber educar? Perdemos o tato. Ensinamos violência todo o tempo e não sabemos mais como ensinar amor. Estou tão deprimida com as noticiais de hoje que não verei mais os noticiários. A hipócrita aqui vai rever Harry Poter e A Ordem da Fênix numa televisão situada num mundo onde as pessoas resolvem seus problemas com facadas e não, eu não acho isso legal. Mas também não sei o que fazer.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Gringolândia





''Por outro lado, e essa é uma opinião pessoal minha, apesar de compreender as vantagens que os Estados Unidos oferecem para qualquer trabalho ou atividade, prefiro o México, os gringos me caem mal com todas as suas qualidades e defeitos que também são grandiosos, me caem mal sua maneira de ser, sua hipocrisia e seu puritanismo asqueroso, seus sermões protestantes, sua pretensão sem limites, essa mania de achar que para tudo devem ser 'very decent' e 'very proper...' Sei que esses daqui [no México] são ladrões, cabrões, etc. [...], mas não sei por que, por mais que façam bandalheiras, as fazem com um pouco de senso de humor, ao passo que os gringos são 'sangrones' de nascença, embora sejam hiper-respeitosos e decentes.

''Além do mais, seu modo de vida me é chocante, essas 'parties' cabronas, onde se resolve tudo depois de ingerir fartos coqueteizinhos (nem sequer sabem se embriagar de maneira agradável), desde a venda de um quadro até uma declaração de guerra, sempre levando em conta que o vendedor do quadro ou o declarador da guerra seja um personagem 'important', de outro modo não lhe dão a mínima bola, lá só apitam os 'important people' [....].

''Você poderá me dizer que também se pode viver lá sem os coqueteizinhos e sem as 'parties', mas então você não passa de um zé-ninguém e sei perfeitamente que o mais importante para todo o mundo na Gringolândia é ter ambição, chegar a ser 'somebody' e, francamente, eu já não tenho a mais remota ambição de ser ninguém [....], não me interessa em nenhum sentido ser 'la gran caca'.''

P.S.: Frida se referia à América do Norte como Gringolândia .


 

CORA CORALINA



Saber Viver

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar


Cora Coralina

segunda-feira, 12 de outubro de 2009



Nossa Senhora Aparecida

Astral

O Sol, Mercúrio e Vênus estimularão minhas relações de amizades neste mês de outubro, tornando-me mais sociável e fraterna. Minha intuição também estará mais refinada, fazendo-me ter bons insights para o futuro e pensamentos grandes. E eu perdendo o meu tempo achando que outubro seria um mês ruim, até com tendências mórbidas!!! Bons insights! Do que mais eu posso precisar? Que assim seja então... rs